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Como funciona a estratégia de cash and carry? 

Resumo do conteúdo: Este conteúdo explica o que é a estratégia de cash and carry, como essa operação de arbitragem funciona e quais são os seus principais elementos, como o mercado à vista e o mercado futuro. O artigo também detalha os custos de carregamento, apresenta os riscos operacionais envolvidos e orienta o leitor sobre os cenários em que a abordagem costuma ser utilizada. 

Existem diferentes estratégias para operar na bolsa de valores, e cada uma delas exige uma estrutura e um nível de conhecimento e de tolerância a riscos. Entre as abordagens possíveis para quem busca aproveitar assimetrias e distorções de preços, existe o cash and carry. 

Por ter foco na arbitragem, o objetivo de quem monta essa operação é buscar lucros a partir da diferença de preço em diferentes ambientes da bolsa. Contudo, antes de começar no cash and carry, é fundamental entender a sua dinâmica, quais custos estão envolvidos e quais são os riscos. 

Quer descobrir o que está por trás do cash and carry e se a estratégia pode fazer sentido para a gestão do seu patrimônio? Continue a leitura deste artigo! 

O que é cash and carry? 

O cash and carry é uma estratégia de operação estruturada que se baseia no conceito de arbitragem. Na teoria financeira, arbitrar significa aproveitar a diferença de preço de um mesmo ativo ou de ativos correlacionados em dois mercados distintos para obter um ganho financeiro. 

No cash and carry, o termo que significa “compre e carregue”, em tradução livre, resume a lógica da operação. O participante nota que o ativo está com preços desalinhados entre o presente e o futuro. 

A situação pode abrir uma oportunidade para comprar à vista e montar uma posição vendida equivalente no mercado futuro ou a termo, por meio de um derivativo.  

Desse modo, o arbitrador de cash and carry busca reduzir a dependência em relação ao rumo do mercado. Seu foco é o spread — o prêmio entre o preço atual e a cotação futura. 

O processo é diferente daquele de um investidor tradicional, que compra ações pensando no longo prazo, ou de um especulador, apostando na direção dos preços.  

Essa estratégia de cash and carry pode ser aplicada em diferentes classes de ativos que tenham mercado à vista e instrumentos derivativos relacionados. Ela é comum no mercado de commodities como milho, café e ouro, além de contratos futuros de índices e de moedas. 

Veja: O que é correlação e como aplicar na estratégia de investimento? 

Como o cash and carry funciona? 

Como visto, a operação de cash and carry começa quando se encontra uma diferença de preços na bolsa de valores. Para compreender melhor o funcionamento, saiba que existe a possibilidade de o preço de um contrato futuro ser negociado com uma cotação mais alta do que o ativo correspondente no mercado à vista. 

Esse preço futuro pode refletir custos de carregamento, que você verá mais adiante. Quando o contrato futuro sobe além desse custo, trata-se de um cenário com chance de ser favorável à montagem. 

A execução ocorre de forma simultânea nas duas pontas do mercado. O operador compra o ativo à vista e, no mesmo instante, monta uma posição vendida na mesma quantidade no mercado futuro. O objetivo é travar o spread e reduzir o risco de oscilação do preço. 

A operação tende a gerar lucro quando esse spread supera todos os custos envolvidos. Caso contrário, pode haver prejuízo. 

O operador então mantém a posição até o vencimento ou até o encerramento da estratégia. No vencimento, o resultado depende das regras do contrato utilizado, que pode prever liquidação financeira ou, em alguns casos, entrega física do ativo. 

Quais são os custos? 

O sucesso do cash and carry depende de um cálculo sobre as despesas da operação. Isso ocorre porque o ganho bruto, que vem da diferença entre o preço futuro e o preço à vista, precisa superar os custos de carregamento. 

Eles podem envolver: 

  • financiamento; 
  • margem de garantia; 
  • ajustes diários; 
  • armazenagem e seguro, quando aplicáveis. 

Na bolsa de valores, os custos operacionais da estratégia variam conforme o ativo, o contrato e a instituição utilizada. O participante deve considerar as taxas de transação da própria bolsa e as taxas cobradas pela corretora de valores para executar as ordens. 

Se a diferença de preço entre os dois mercados for muito pequena e não cobrir esses custos, a estrutura perde o sentido. 

O operador deve ainda avaliar se o ganho dela vale mais a pena do que deixar o seu recurso rendendo em investimentos tradicionais. Por isso, a análise prévia dos custos ajuda a entender se a operação é viável. 

Aprenda: Buy and hold: saiba mais sobre essa estratégia de investimento! 

Quais são os riscos operacionais envolvidos? 

O cash and carry traz pontos de atenção que devem ser avaliados antes de operar. Primeiramente, como o mercado costuma se mover com rapidez, os algoritmos podem corrigir os preços em segundos, diminuindo as chances de captar grandes diferenças de preço. 

Outro ponto de atenção é o risco de base. Mesmo com as duas pontas montadas simultaneamente, o spread entre o preço à vista e o futuro pode se comportar de forma diferente do esperado ao longo do período.  

Se essa diferença se mover de maneira desfavorável antes do vencimento, o resultado da operação pode ser afetado — o que mostra que a estratégia reduz, mas não elimina, a exposição ao mercado.  

Existe também a desvantagem de o processo exigir muita atenção do operador. Se os custos de carregamento, as exigências de margem ou as despesas de financiamento subirem ao longo do período, eles podem prejudicar o lucro buscado na operação. 

Além disso, as operações no ambiente de derivativos demandam conhecimento técnico sobre os prazos. Por fim, a falta de cuidado com as taxas pode anular os benefícios da compra e venda. 

Quando essa estratégia é utilizada? 

O cash and carry pode ser utilizado quando se percebe que ativos não estão precificados corretamente entre o mercado à vista e o mercado futuro ou a termo. A estratégia ajuda a trazer equilíbrio para os preços dentro do mercado financeiro. 

Os cenários vistos como oportunidades podem aparecer em commodities — como café, suco de laranja e boi gordo — e em moedas, como o dólar. Adicionalmente, é possível aplicar o método usando índices de ações, como o Ibovespa e o S&P 500. 

Embora o cash and carry busque capturar um retorno relativamente previsível por meio do spread entre os mercados, ele não deve ser confundido com investimentos de renda fixa. Afinal, a estratégia envolve riscos maiores do que os dessa classe de ativos. 

Antes de iniciar operações estruturadas na bolsa, identificar o seu perfil de investidor e as suas metas é fundamental. A CXBR Capital pode ajudar no processo, apresentando as possibilidades do mercado financeiro de acordo com os seus objetivos. 

Neste artigo, você viu como funciona a estratégia de cash and carry, quais são os seus principais elementos e em quais situações a tática de arbitragem pode ser aplicada. Como em toda operação estruturada, compreender os custos de carregamento e contar com uma execução eficiente são passos essenciais. 

Quer entender como aplicar estratégias estruturadas adequadas ao seu perfil de investidor? Entre em contato com a equipe da CXBR Capital e agende uma conversa! 

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